sábado, 27 de novembro de 2010

JESUS CUROU E SALVOU ALINE

Eu tenho uma prima aqui em Belém que se chama Aline. Nestes quase 06 anos que moro aqui, a vi umas três vezes somente e muito rápido. No início de dezembro passado, soube que ela estava doente, tendo sido diagnosticado câncer no estômago. Fui, então, fazer-lhe uma visita em sua casa numa 2ª feira e a encontrei muito magra, bem diferente do seu corpo normal. Neste dia, havia muitas pessoas com ela, todas sem conhecer Jesus e não pude falar quase nada a Seu respeito, limitando-me a fazer uma pequena oração e dizer-lhe que “Deus estava no controle”.
No domingo posterior, voltei à sua residência, onde também moram sua irmã, sua mãe e seu companheiro, mas pior que da outra vez, não tive nenhum contato com ela, nem entrei em seu quarto, ficando somente na cozinha. Aproveitei para falar de Jesus à sua mãe e sua irmã.
Na época, eu estava prestes a entrar de férias, programando minha viagem para sair de Belém no meu carro no amanhecer de 31/12/2010.
Dia 29/12, uma irmã em Cristo ligou-me e falou que a Aline havia contraído uma pneumonia e sido internada no Hospital da UNIMED. Parti, então, para visitá-la e o Senhor Deus colocou em meu coração que lhe contasse a história do cego Bartimeu (Marcos 10:46-52). Fiquei no hospital das 19:00 às 23:00 h. Só que a Aline estava dormindo e cheia de soros sendo aplicados nela. Passei a maior parte do tempo conversando com a sua irmã que me disse que o câncer havia se disseminado além do estômago.Cerca de 20 minutos antes de eu ir embora, consegui conversar com Aline e contei-lhe a história do cego Bartimeu, conforme ordem do Senhor. Ao terminar a história, notei um brilho em seu semblante, tendo ela reunido um pouco de suas forças e me perguntado qual era a minha religião. Eu disse que era evangélico. Então, ela pediu que eu a levasse à minha igreja. Eu respondi que não podia, pois viajaria em dois dias, mas eu ia convidar um casal de irmãos meu amigo que viriam visitá-la. Chegando em minha casa, liguei para o casal, que aceitou a missão, tendo eu dado como encerrada a minha.
No dia 30, fui trabalhar somente pela parte da manhã e, quando estava retornando para casa na hora do almoço, o meu carro falhou pelo caminho e por esta causa levei para uma oficina. O mecânico disse que era simples e que após o almoço fosse buscar o carro. Ao retornar à oficina, a história mudou e a entrega do carro só se daria no dia 31 depois do almoço. Resignado, fui para casa e disse para a minha esposa, não se apressar nas malas da viagem porque atrasaríamos em um dia. Neste instante, o telefone de casa tocou. Era o casal que pedi para visitar Aline me informando que não poderiam visitá-la naquele momento e souberam que ela estava sendo encaminhada às pressas para a UTI de um grande hospital de Belém pois seu quadro havia se agravado. Assim entendi porque Deus havia dado pane no meu carro e atrasado a minha viagem: eu deveria visitar Aline na UTI!
Fui ao hospital e quando lá cheguei, fui informado que ela ainda estava a caminho de ambulância. Aguardei cerca de uma hora e, neste intervalo, o Espírito Santo me falou para eu lhe contar a passagem da mulher flagrada em adultério que alguns homens queriam apedrejar diante de Jesus (João 8:1-11). Vale ressaltar que eu estava no térreo e a UTI fica no 6º andar, sendo que as visitas a UTI deste hospital são permitidas somente entre 17:00 e 18:00 h, e a cada dia somente duas pessoas podem ver o paciente, uma por vez.
A Aline chegou ao hospital em torno de 17:00 h, entrando por um lugar que eu não tive acesso. Logo em seguida, chegaram seu pai, sua mãe, sua irmã e mais dois primos muito mais íntimos com ela do que eu. Comecei a questionar as chances de minha visita a ela porque eram cinco pessoas com mais prioridade do que eu, quando somente duas poderiam vê-la. Para piorar, ao tentarmos entrar no elevador para subirmos ao andar da UTI, uma outra prima minha, que é psicóloga e estava servindo de intermediária entre os médicos e a família, nos informou que como a Aline havia acabado de chegar, as visitas só poderiam ser feitas após os médicos terminarem os procedimentos pertinentes, sendo difícil visitá-la naquele dia porque já passava de cinco da tarde e o horário das visitas terminava às seis. Então, nem subimos e permanecemos no térreo. Diante disso, eu fiquei meditando em Deus como eu entraria naquela UTI
Um dado momento, a irmã da Aline resolveu subir e tentar negociar sua entrada na UTI pois estava muito aflita. Cerca de dez minutos depois, a prima psicóloga pediu que eu subisse lá e chamasse a irmã da Aline pois temia que ela estivesse causando transtornos no andar da UTI. Subi imediatamente e a encontrei tentando convencer o porteiro da UTI, mas este dizia da impossibilidade da visita naquele dia. Finalmente, a porta da UTI fechou e ficamos no corredor eu e a irmã da Aline. Conversamos alguns momentos e ela disse-me para aguardar na porta da UTI porque ela ia conversar com seu pai no térreo.
Quando a porta do elevador fechou, a porta da UTI se abriu e o porteiro perguntou: - Tem alguém para visitar Aline?
Entrei correndo, fiz os procedimentos necessários e adentrei no compartimento de Aline. Falei a passagem da mulher adúltera e perguntei-lhe se queria aceitar a Salvação que Cristo oferecia. Ela apertou minha mão em sinal de concordância. Orei por ela e sai da UTI, encontrando toda sua família chegando de elevador naquele momento.       
Enquanto todos buscavam entrar na UTI, desci de elevador glorificando a Deus por Aline ter se salvado, aceitando Jesus às portas da morte. Fui para casa, então.
No outro dia, o carro saiu da oficina e na madrugada do dia 01 de janeiro, parti para minhas férias em Natal.
Dia 04 de janeiro eu soube que seu estado havia piorado muito, os remédios não faziam mais efeito e ela entrou em coma. Os médicos chamaram a família e lhe deram poucas horas de vida. Resolvi, então, testemunhar em Natal como Deus salva por amor uma pessoa nos últimos momentos e não telefonar mais para saber de seu estado.
Onze dias depois, seu pai ligou-me e perguntou se eu queria saber de uma notícia. Passou o celular para Aline que me disse “Primo, quando você volta para Belém para me levar para a igreja? Jesus me salvou e me curou, terei alta amanhã!”.
Aleluia! A emoção foi grande demais e eu nem sabia como glorificar a Jesus.
Retornei a Belém, reencontrando Aline no culto da Igreja do Nazareno dia 07/02/2010, no qual deu seu testemunho.
Aline e seu companheiro Guilherme, que também se converteu na crise, estão, desde então, estudando comigo a Palavra de Deus porque querem alcançar almas para o novo Rei de suas vidas. São novas criaturas, você precisa ver a avidez e alegria neles de quando lemos a Bíblia.
Como eu, tornaram-se evangelistas e falam a quem quer ou ao não quer ouvir  que Jesus é o Grande e Verdadeiro Deus!!!
Ir. SILBERTO DE OLIVEIRA